Harusakisensei’s Blog

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Workshop: Auto-Cuidado Através da Medicina Complementar February 8, 2009

Filed under: Cursos e Workshops — harusakisensei @ 7:11 pm

Dia 16/05/2009, sábado, das 14:00 às 20:00h.

Este treinamento tem como objetivo dar aos alunos ferramentas práticas de auto-diagnóstico e auto-cuidado, para que estes possam promover a manutenção de sua saúde e o hábito de prevenção da mesma.

Os tópicos serão:

  • Auto-diagnóstico
  • Do-In
  • Reflexoterapia
  • Dietoterapia
  • Fitoterapia

Para maiores informações, envie uma mensagem para harusakisensei.mtc@gmail.com

 

Workshop: 2009 – O Ano do Boi de Terra Yin February 8, 2009

Filed under: Cursos e Workshops, Zodíaco Oriental — harusakisensei @ 6:58 pm

Próximos cursos:

08/03/2009, domingo, 14:00 – 20:00, Suzano, SP

21/03/2009, sábado, 14:00 – 20:00, São Paulo, SP

13/06/2009, sábado, 14:00 – 20:00, São Paulo, SP

 

Para maiores informações, envie uma mensagem para:

harusakisensei.mtc@gmail.com

 

07/02/2009 – Workshop: ANO DO BOI DE TERRA YIN January 22, 2009

Filed under: Zodíaco Oriental — harusakisensei @ 3:06 am

No dia 07 de fevereiro de 2009, das 14:00 às 20:00, estarei ministrando um workshop sobre o ano lunar de 2009, o ano do Boi de Terra Yin.

Como a sorte na visão oriental é diferente da nossa visão ocidental, estaremos aprendendo como encontrar essa sorte durante os próximos 12 meses, obedecendo as leis cíclicas que o céu e a terra nos impõem.

Como bons filhos de nosso Pai Celestial e de nossa Mãe Natureza, passaremos a tarde em união e alegria para entender e estabelecer metas em relação ao que estes pais poderosos esperam de nós. Aprenderemos como agradá-los e como receber a “gratificação” por sermos filhos obedientes e diligentes.

Venha participar de uma tarde maravilhosa entre irmãos e amigos dispostos a ser maiores e melhores!

Conto com a presença de vocês.

Para maiores informações, mande seu email para therapistbianca@gmail.com.

Harusaki Sensei

 

Antigos Contos Asiáticos December 21, 2008

Filed under: Zodíaco Oriental — harusakisensei @ 5:18 pm

“Em Busca do Noivo-Rato”

 

Era uma vez uma ratinha, que por ser a primeira filha da família e já ter atingido certa idade, seus pais decidiram que era momento de escolher-lhe um noivo. Seus pais estavam decididos a encontrar o noivo mais poderoso de todo o universo, pois não aceitariam menos que isso para a sua filha, que era tão bela e de boas maneiras.

Então, um certo dia, seus pais vestiram-se muito bem e foram conversar com o Sol.

¾    Bom dia, Sr. Sol. Nossa filha mais velha está em idade de se casar e viemos oferecer-lhe sua mão em casamento, pois sabemos que o senhor é o ser mais poderoso do universo.

¾    Senhor e senhora Rato, pode-lhes parecer que eu seja o mais poderoso de todos, mas o Sr. Núvem, por exemplo, quando passa a minha frente, ofusca meu brilho. Creio que ele seja o ser mais poderoso do universo.

Então, os pais da ratinha saíram em busca do Sr. Núvem.

¾    Bom dia, Sr. Núvem. Nossa filha mais velha está em idade de se casar e viemos oferecer-lhe sua mão em casamento, pois o Sr. Sol nos disse que o senhor é o ser mais poderoso do universo.

¾    Senhor e senhora Rato, pode-lhes parecer que eu seja o mais poderoso de todos, mas o Sr. Vento, que parece inofensivo, quando sopra, leva-me para onde bem quiser. Creio que ele seja o ser mais poderoso do universo.

Novamente, decidiram ir em busca do mais poderoso e, desta vez, era o Sr. Vento.

¾    Bom dia, Sr. Vento. Nossa filha mais velha está em idade de se casar e viemos oferecer-lhe sua mão em casamento, pois o Sr. Núvem nos disse que o senhor é o ser mais poderoso do universo.

¾    Senhor e senhora Rato, pode-lhes parecer que eu seja o mais poderoso de todos, mas existe um imenso Buda de pedra que, por mais que eu sopre, ele nunca cede, cai ou se move. Creio que ele seja o ser mais poderoso do universo.

Mais uma vez, os pais da ratinha continuaram sua busca.

¾    Bom dia, Sr. Buda de pedra. Nossa filha mais velha está em idade de se casar e viemos oferecer-lhe sua mão em casamento, pois ouvimos dizer que o senhor é o ser mais poderoso do universo.

¾    Senhor e senhora Rato, pode-lhes parecer que eu seja o mais poderoso de todos, até porque eu não caio e não me movo. Porém, existe um pequeno ser, que apesar de pequeno, é o único que tem colocado em risco minha posição. É um ratinho jovem, que por algum tempo tem cavado e roído a base de minha estrutura. Seu poder sutil ainda me fará desmoronar. Posso afirmar-lhes com toda a certeza de que ele é o mais poderoso ser de todo o universo.

O senhor e senhora Rato ficaram imensamente felizes, pois finalmente perceberam que o noivo mais apropriado para sua adorável filha era um jovem rato. Conversaram com o jovem e naquele mesmo dia, ao entardecer, sua filha se casou com o ser mais poderoso do universo. Casou-se com aquele que havia provado seriedade e confiabilidade quando o assunto é ser um Rato de verdade.

Conto Coreano

“O Anjo que se Tornou um Boi”

 

Quando o planeta Terra foi criado, a terra era vazia. Não havia, plantas, árvores, ou vegetação alguma. O homem tinha uma vida muito dura e mesmo assim, não era capaz de produzir o suficiente para a sua própria alimentação. Às vezes, comia a cada três dias, às vezes, a cada cinco ou seis dias. Estava sempre faminto, embora trabalhasse dia e noite. A verdade é que o homem era digno de piedade.

O Imperador Celeste sentia muito pela dificuldade do homem, e além de desejar prover alimento, também desejava tornar o planeta mais bonito. Então, pensou por algum tempo e fez seu plano. Ele reuniu todos os seus anjos no palácio, e disse:

¾    Quem, dentre todos vocês, deseja me ajudar a levar alegria aos homens da Terra, que estão vivendo em terrível dificuldade?

Um dos anjos, chamado Kim Quang, rapidamente se fez voluntário e, com grande interesse, ofereceu concretizar o plano do Imperador Celeste.

Assim, O Imperador Celeste entregou a Kim Quang duas cestas pesadas, presas a ambos os lados de uma vara de bambu. Uma das cestas estava cheia de grãos de arroz e a outra, de grama. O Imperador instruiu Kim Quang a plantar primeiramente todos os grãos de arroz na terra, e o espaço que houvesse ficado vazio, deveria ser cultivado com a grama da outra cesta.

¾    Se você fizer exatamente o que lhe disse, eu te recompensarei. Mas, se você desobedecer minha ordem, eu certamente te punirei.

Kim Quang rapidamente concordou com as condições e seguiu em direção à Terra.

Chegando lá, ele plantou toda a grama, que cresceu bela e rapidamente pela superfície da Terra. Quando o anjo distraído se deu conta da ordem que havia recebido, já era tarde demais para reparar o dano, pois havia sobrado uma pequena área de campo para plantar os grãos de arroz.

Descobrindo o que havia acontecido na Terra, o Imperador Celeste irou-se com a incompetência de seu anjo. Então, com seus poderes mágicos, transformou Kim Quang em um búfalo, para que pudesse reparar o solo para o plantio. Ele prometeu ao búfalo que quando ele tivesse removido toda a grama do solo para que este fosse cultivado com alimento, ele poderia voltar aos Céus e tornar-se um anjo novamente.

Mas, aquele dia nunca chegou…

 

Conto do Vietnam

 

“A Fidelidade de um Tigre”

 

Dizem que essa história ocorreu no período em que o Vietnam era governado pela China. Neste período, alguns oficiais chineses tratavam os vietnamitas com grande crueldade, a ponto de tirar muitas vidas.

Le Minh, um oficial de alto escalão, cuja esposa e filhos haviam sido assassinados e seus soldados presos, foi forçado a se esconder na floresta para escapar da grande perseguição.

Le Minh construiu uma cabana no lugar mais desolado e selvagem da floresta. Ali, ele vivia sozinho em grande tristeza e profundo desespero. Ele sabia que nunca teria a oportunidade de se vingar.

Para que pudesse ganhar a vida, ele cortava madeira e a vendia. Todas as manhãs, ele pegava seu machado e adentrava a floresta para trabalhar. Após ter deixado sua cabana numa certa manhã, ele ouviu um terrível grito de agonia subitamente. Começou a procurar a fonte de tais gemidos e achou um tigre preso pelo peso de uma árvore que havia caído sobre ele. O animal tentava escapar mas, o tronco era pesado demais. Então, Le Minh cortou o tronco da árvore e libertou o pobre animal. Agora livre, o tigre virou-se para seu salvador e se curvou, em sinal de agradecimento, e se foi.

Na manhã seguinte, saindo para trabalhar, para sua grande surpresa, Le Minh encontrou à sua porta um carneiro e alguns coelhos mortos. Levou-os até o mercado e ganhou um bom dinheiro por eles. E a partir daquele dia, encontrava caças à sua porta todas as manhãs. O dinheiro que ele passou a ganhar com aqueles animais facilitou muito sua vida.

Uma certa manhã, para maior surpresa, além dos animais mortos, encontrou também alguns chineses mortos. Le Minh percebeu que alguém estava se vingando por ele e ficou muito feliz. Então ele saiu para enterrar os corpos, quando uma tropa de soldados chineses o avistou. Acusado de assassinato, Le Minh recebeu sua sentença de morte.

Naquela noite, o silêncio sombrio da floresta foi quebrado por um alto e agonizante grito. Mais uma vez, era o grito do tigre, mas desta vez, não por um mero acidente, mas porque seu benfeitor estava morto. Gentilmente, o tigre cavou uma sepultura e enterrou o corpo de seu amigo.

O tigre saiu à caça dos assassinos de Le Minh e destruiu todos eles. Enterrou-os ao lado de seu herói vietnamita. E assim, lealmente devolveu o gesto de salvação e de amizade prestados por Le Minh.

Então, a partir daquele dia, as pessoas que viviam naquela área ouviam o choro do tigre pela perda de seu benfeitor. Mas, um dia, o choro não mais foi escutado. O tigre havia morrido e seu corpo foi encontrado sobre o túmulo de seu herói Le Minh.

 

Conto Vietnamita

 

 

“O Coelho Branco de Inaba”

 

O deus que era Mestre da Grande Terra tinha oitenta irmãos, os quais também eram deuses. Todos os oitenta irmãos deixaram as terras do Mestre da Grande Terra, pois todos eles desejavam se casar com a Princesa Yakami, de Inaba. Então, juntos, sairam em sua jornada rumo a Inaba, colocando nas costas de seu meio-irmão, o deus Pessessor do Grande Nome, toda a sua bagagem.

Quando chegaram ao Cabo Keta, encontraram um coelho deitado, sem pele, e disseram a ele:

¾    Você deve se banhar nesta água do mar e depois deitar-se no topo da montanha para que o vento o seque.

O coelho seguiu as instruções dos deuses mas, quando a água do mar secou, o que restava de sua pele começou a fissurar, e o pobre coelho chorava em profunda dor. Mas o deus Possessor do Grande Nome, que carregava todo aquele peso, passou por último, vendo o pobre animal, perguntou:

¾    Por que você chora?

E o coelho respondeu:

¾    Eu estava na Ilha de Oki e desejava atravessar o mar até aqui, mas não havia meios. Por isso, enganei os crocodilos dizendo-lhes, “Vamos competir qual tribo tem maior número de animais. Vocês devem se alinhar até o Cabo Keta, formando uma fila, e eu pularei de um em um e lhe darei o número exato de membros. Assim, saberemos se há mais crocodilos em sua tribo do que coelhos na minha”. Então eles se alinharam e eu pulei sobre cada um deles. Quando eu estava chegando ao fim da linha, eu lhes disse, “Eu enganei vocês!” E o último crocodilo me pegou e dilacerou minha pele. Eu estava deitado, lamentando o ocorrido quando os oitenta deuses passaram e me disseram para banhar-me na água do mar e deitar-me ao vento. Eu fiz exatamente o que disseram, e agora estou aqui com meu corpo todo ferido!

Então, o deus Possessor do Grande Nome disse:

¾    Vá rapidamente até a nascente do rio e role de um lado para o outro e seu corpo será completamente restaurado.

E o coelho fez exatamente o que o deus o havia instruído. Aquele era o Coelho Branco de Inaba, o deus Coelho.

E o Coelho disse então ao deus Possessor do Grande Nome:

¾    Nenhum daqueles oitenta deuses se casará com a Princesa Yakami. Embora carregue a bagagem, será você que se casará com ela.

Neste mesmo instante, a Princesa Yakami respondia ao pedido dos oitenta deuses:

¾    Não me casarei com nenhum de vocês. Eu me casarei com o Possessor do Grande Nome.

Os oitenta deuses ficaram furiosos e decidiram acabar com o Possessor do Grande Nome. Chegando ao Monte Tema, eles disseram ao Possessor do Grande Nome:

¾    Nessa montanha, vive o gande javali vermelho. Nós iremos espantá-lo lá de cima e quando ele descer, você deverá segurá-lo. Se você não o fizer, nós acabaremos com a sua vida.

Assim dizendo, subiram ao topo da montanha, onde pegaram uma rocha em forma de javali, acenderam uma grande chama em volta dela e rolaram-na montanha abaixo.

Quando eles desceram, avistaram o Possessor do Grande Nome preso entre a rocha em chamas e uma árvore, e ele estava morto.

Em vista da grande atrocidade cometida ao bom deus, a Princesa Concha e a Princesa Ostra levaram água do mar e lavaram o corpo do deus. Ele se tornou um belíssimo jovem e se levantou.

Ao avistá-lo vivo, os oitenta deuses novamente enganaram o Possessor do Grande Nome, levando-o para as montanhas, onde o torturaram até a morte.

Seus pais, lamentando mais uma vez a morte de seu filho, devolveram-lhe a vida e disseram:

¾    Se você permanecer aqui, será mais uma vez destruído pelos oitenta deuses.

E mandaram-no rapidamente ao palácio do Príncipe da Grande Casa, na terra de Ki. Lá, os oitenta deuses tentaram destruí-lo, e por algum tempo continuaram tentando, mas falharam.

O Possessor do Grande Nome finalmente chegou à terra de Inaba e desposou a Princesa Yakami, que deu-lhe um filho, o deus da Boa Sorte.

 

Conto Japonês

 

 

“A Pupila do Dragão”

 

Durante a Dinasti Sung (1127-1279d.C.), viveu um dos três maiores pintores do reino de Liang, seu nome era Chiang. Como o Budismo era a religião prevalente daquele período, Chiang pintava, entre muitas outras coisas, murais nos templos budistas nas cidades do campo.

Um certo dia, Chiang visitou um famoso templo chamado Anlo Shih. O abade daquele templo, reconhecendo Chiang e já sabendo de sua fama, pediu que pintasse alguns murais para melhorar a aparência do templo e os visitantes se sentiriram mais atraídos ao lugar.

Em princípio, Chiang estava relutante em aceitar tal trabalho, mas o abade persistia tanto e eleogiava-lhe tanto, que Chiang finalmente concordou em fazê-lo.

Ele estudou minuciosamente as paredes do hall principal do templo e pintou um grande dragão em cada uma delas. Quando o trabalho havia terminado, os dragões pareciam tão reais que quem olhasse tinha a nítida impressão de que eles estavam realmente vivos. Seus focinhos abertos, chama e fumaça saiam de suas narinas, e parecia que com um grande grito, todos eles deixariam as paredes e ascenderiam aos céus. Todos os turistas e visitantes que por ali passavam, paravam para admirar tal arte, mas parecia que algo estava faltando. Parecia que Chiang havia se esquecido de pintar as pupilas dos dragões!

Então, as pessoas pediram que Chiang viesse completar a pintura, para que os dragões estivessem maravilhosamente completos em cada detalhe. Mas, para a surpresa de todos, Chiang negou o pedido e disse:

¾    Não é que eu esteja negando o seu pedido, a realidade é que se eu pintar as pupilas dos dragões, eles imediatamente sairão das paredes e ascenderão aos céus.

Mas as pessoas se recusavam acreditar naquilo, e achavam que ele estava sendo esnobe, deixando seu trabalho incompleto por detalhe de tal importância. Então, redobraram os pedidos, e com eles, os elogios. Com tantas palavras gloriosas, Chiang acabou por concordar. Pegou seu pincel e pintou as pupilas do primeiro dragão.

E aconteceu que não houve nem mesmo tempo suficiente para que o abade e os visitantes apreciacem o término do trabalho do artista. No momento em que os olhos do primeiro dragão foram pintados, aqueles mesmos olhos se moveram e o céu escureceu. Um grande trovão soou e o hall brilhou com a grande chama que saiu de suas narinas. O dragão saiu da parede e ascendeu às núvens, desaparecendo na imensidão dos céus!

Os outros três dragões, sem suas pupilas pintadas, permaneciam imóveis e silenciosos nas outras paredes. E não houve mais um pedido sequer para que se pintasse as pupilas deles.

“Qualquer que seja a criação, esta se define em um único ponto central. Uma vez alcançado o ponto, a criação ganha vida.”

 

Conto Chinês

 

“A Falsa Ingratidão da Serpente”

 

Há muito, muito tempo, houve uma grande inundação, tal como nunca havia sido vista. O rio Dedong transbordou e levou muitas casas em meio a correnteza. Os campos se transformaram em vastos lagos, os habitantes e seus animais pereceram.

Um senhor de idade em Pyongyang vinha remando em seu pequeno barco. No caminho, encontrou um carneiro em plena exaustão tentando nadar e conseguiu salvá-lo. Também encontrou uma serpente boiando, e trouxe-a para o interior de seu barco. Um pouco mais à frente, havia um menino nadando, que também foi trazido para o seu barco. Quando chegou em terra firme, soltou o carneiro e a serpente. O menino havia perdido pai e mãe na inundação, e o homem decidiu adotar o menino.

Um certo dia, o carneiro retornou e começou a puxar a manga da camisa do homem, tentando levá-lo a algum lugar. O homem seguiu o carneiro. Depois de algum tempo de caminhada, chegaram a uma rocha e o carneiro batia as batas contra ela. O homem imaginou que algo estivesse sob a rocha e começou a cavar. Ali estava enterrado um jarro repleto de ouro e prata. Então levou o jarro consigo, agora ele era um homem rico!

Seu filho adotivo cresceu e se tornou um homem arrogante, e começou a gastar dinheiro com extravagância. Embora tentasse advertir e educar o menino, ele respondia com grosserias e agressividade. O jovem decidiu que deveria morar sozinho, mas seu pai tentou impedi-lo. O jovem irou-se contra seu pai adotivo e foi às autoridades locais acusando seu pai de roubo, dizendo:

¾    Meu pai adotivo roubou uma fortuna e inventou uma história de que um carneiro havia lhe dado tal dinheiro. Ninguém acreditaria em tal absurdo!

O oficial foi à casa do homem e ouvindo a história de que o carneiro havia lhe mostrado um tesouro enterrado, levou o homem preso.

Aquele homem sabia que um dia teria de ser solto, pois ele não havia cometido crime algum, então passava os dias esperando que algo acontecesse.

Uma certa noite, a serpente que ele havia salvo da enchente foi à cela,  picou o homem no braço e foi embora. O braço do homem inchou rapidamente sob o efeito do veneno e a dor se tornou insuportável. E ele dizia a si mesmo:

¾    Aquela serpente me pagou o bem que lhe fiz com o mal! Serpente ingrata!

Porém, pouco tempo depois, a serpente voltou à cela do homem carregando um recipiente. Ela aplicou o conteúdo no braço do homem e o inchaço se foi e a dor também passou. O homem estava curado! E mais uma vez a serpente desapareceu.

Pela manhã, o homem escutou uma grande comoção no lado de fora da cela. Ele ouviu que a esposa do oficial havia sido picada por uma serpente durante a noite e parecia estar morrendo pelo efeito do veneno. Então ele chamou o oficial e disse que tinha a cura para sua esposa. Ele foi levado até a casa do oficial e aplicou a loção no local da picada, e instantaneamente foi curada. Por gratidão, o oficial deu a liberdade ao homem.

O filho adotivo foi preso por suas mentiras e por sua ingratidão.

E assim, como o dócil carneiro, a misteriosa serpente encontrou uma forma de pagar o bem que aquele homem havia lhe feito com um gesto de grande gratidão.

Conto Coreano

 

 

“O Velho Cavalo Conhece o Caminho”

 

No período da Guerra dos Estados, o Reino de Shan-Yung invadiu o Reino de Yen.

Por ser amigo do Rei de Yen, o Príncipe de Chi mandou suas tropas para ajudar o Reino de Yen e salvar o povo da derrota. Com a junção das forças de Yen e Chi, o exército de Shan-Yung foi derrotado. Mas o Rei de Shan-Yung estava determinado a vencer aquela guerra. Ele pediu reforços de seu aliado, o Reino de Ku-Chu, para que pudesse se vingar, e recebeu os reforços. Mas os soldados de Ku-Chu também foram derrotados pela defesa de Yen e Chi.

Assim, o Rei de Ku-Chu nomeou Huang-Hua seu general e ordenou que fosse ao estado de Chi e oferecer a captura do Rei de Ku-Chu. O Príncipe de Chi ficou lisongeado com tal gesto e permitiu que seus soldados saíssem sob o comando do general Huang-Hua.

Então o general levou as tropas ao deserto de Han-hai, onde não havia vegetação alguma, não havia água ou uma criatura viva sequer. E, para piorar a situação, eles estavam no pico do inverno. Os soldados estavam fracos e gravemente debilitados pelo frio, e quando o Príncipe de Chi percebeu que algo estava errado, o general Huang-Huan desapareceu. Era noite, e decidiu planejar a próxima estratégia pela manhã.

Ao amanhecer, muitos soldados haviam morrido congelados durante a noite. Os que restaram perceberam que logo morreriam de frio ou de fome. As formas do deserto mudavam com o vento e não havia como encontrar o caminho de volta, já que nenhum deles havia estado ali antes.

Entre eles estava o primeiro ministro Kuan-chung, que lembrou-lhes do fato de que os cavalos são os animais que possuem a melhor memória dos caminhos por eles já percorridos. Nesta habilidade, dizia-se que eles ultrapassavam a mente humana muitas vezes.

Sem qualquer outra alternativa, o Príncipe de Chi concordou em deixar que os cavalos os levassem de volta. Soltaram as rédeas de todos os cavalos, e eles, como dito por Kuan-chung, guiaram as tropas de volta ao reino em segurança.

Ao chegar de volta ao reino, o Príncipe de Chi honrou o mais velho de todos os cavalos, que guiou a viagem, dizendo:

¾    Aprendemos com esse evento que até o mais velho e fraco dos animais possui suas virtudes e sua força. A virtude do cavalo está no fato de que não importa onde ele estiver ou até onde ele viajar, ele sempre se lembrará de onde veio e por quais caminhos trilhou. Por mais longe que este vá, ele sempre saberá quando e por onde voltar.

 

Conto Chinês

 

“O Carneiro que se Perdeu nas

Ramificações da Estrada”

 

O Período da Guerra entre os Estados na China foi um período em que muitos pensadores famosos viveram. Haviam inúmeros grandes sábios naquela época, e entre eles, Yang-chu, mais conhecido como Yang-tse.

Acontece que Yang-tse defendia a teoria do interesse e respeito próprio. Sua filosofia era oposta à de Mao-tse, seu comteporâneo, que defendia o amor universal altruísta e o conceito de benevolência. Yang-tse acreditava que cada pessoa devia muito a si mesma.

Outro contemporâneo, Mencius, criticava fortemente Yang-tse dizendo que Yang-tse não faria o mínimo esforço para tecer crítica alguma ao mundo. Entretanto, Yang-tse estava realmente enfatizando a importância da auto-estima e do interesse em si mesmo num sentido holístico.

A fábula que será contada aqui vem de seus escritos, os quais tiveram forte influência sobre Lao-tse.

 

Houve um dia em que um dos vizinhos de Yang-tse perdeu um de seus carneiros. O vizinho enviou todos os seus empregados em busca do carneiro, e ele mesmo os acompanhou. Quando soube do que se passava, Yang-tse ficou muito surpreso e disse ao vizinho:

¾    Você perdeu apenas um carneiro. Por que está mobilizando tanta gente para procurar um só animal?

E o vizinho respondeu:

¾    É porque há tantas bifurcações e ramificações que saem desta estrada que eu não sei qual delas ele poderia ter seguido. Assim, preciso mandar uma pessoa procurar em cada uma delas.

Yang-tse sentiu-se tocado e mandou seu próprio servo ajudá-los na busca pelo carneiro. Após um dia inteiro de busca sem resultados o servo voltou. Yang-tse perguntou-lhe se haviam achado o carneiro ou não. E o servo disse que não.

Yang-tse ficou ainda mais surpreso e perguntou:

¾    Como é que tantos homens podem sair em busca de um animal e não conseguirem achá-lo?

Seu servo respondeu:

¾    Além das muitas ramificações que saem da estrada que sai logo de frente da casa de nosso vizinho, há muitas ramificações que se originam de cada ramificação da estrada principal. É impossível prever qual caminho o carneiro seguiu. Assim, devemos voltar e procurar em cada um deles e cada vez mais longe devido ao tempo que ele já está perdido.

Yang-tse agora parecia estar profundamente conturbado. Ele caiu em silêncio e concentrou-se em seus pensamentos. Seus discípulos, tendo testemunhado o ocorrido, ficaram preocupados e decidiram ter com ele.

Mestre, é só um carneiro perdido, e ele nem mesmo é seu carneiro. Esse assunto não deveria tomar seu tempo ou se tornar uma preocupação para o senhor.

Yang-tse os encarou nos olhos e disse:

¾    Vocês não compreendem nada! O que me entristece não é o carneiro que se perdeu, mas as bifurcações que fizeram com que ele se perdesse, é para elas que dirijo o meu pensamento. O mesmo acontece com nossos objetos de estudo. Quando os seguimos, se nos faltar concentração e determinação, se nos faltar uma direção, buscando nosso conhecimento sem um objetivo claro, não seremos como o carneirinho que se perdeu nas ramificações da estrada? Não estaremos desperdiçãndo o tempo precioso de nossas vidas? E quando falo de nosso conhecimento e sabedoria, não devemos nos esforçar para atingir um objetivo grande demais, ou tentar obter muitas coisas ao mesmo tempo, pois, se assim o fizermos, havemos de nos perder assim como o pobre carneirinho, e ninguém conseguirá nos achar para nos trazer de volta.

 

Conto Chinês

 

 

“O Macaco Retribui uma Bondade”

 

Há muito tempo, numa vila de pescadores na ilha Kyushu ao sul do Japão, vivia contentemente um pescador muito esforçado e trabalhador com sua esposa e seu filho, que ainda era um bebê.

Um certo dia, quando a maré estava baixa, sua esposa colocou o bebê nas costas e saiu com suas vizinhas para recolher as conchas da praia. O tempo estava ótimo naquele dia, então a praia estava repleta de pessoas, todas em busca das conchas perfeitas.

Para facilitar seu trabalho, a esposa do pescador tirou o bebê das costas, deitou-o sobre um cobertor numa grande rocha e pediu ao filho de sua vizinha que o vigiasse. Agora que estava livre do peso do bebê, voltou ao trabalho.

Enquanto recolhia as conchas, ela percebeu que um macaco brincava na praia há alguma distância de onde estavam. Parecia ter vindo de alguma montanha da proximidade. Então disse a uma de suas vizinhas:

¾    Olhe aquele macaco ali. O que será que ele está fazendo? Vamos ver mais de perto!

Quando chegaram perto o suficiente, perceberam que uma grande concha havia se fechado numa das patas dele e ele lutava para se livrar dela. E a esposa do pescador disse:

¾    Ah! Agora entendi o que está acontecendo. Ele deve ter tentado tirar a carne de dentro da concha e esta se fechou em sua pata.

A cena era surpreendente, pois quanto mais o macaco tentava tirar a pata dali, mais a concha tentava se enterrar na areia. Algumas pessoas se aproximaram com pedras, decididas a matar o macaco, pois desprezavam tal animal, já que os macacos estragavam plantações e assustavam os animais das fazendas. Mas a esposa do pescador foi tocada pelo sofrimento do pobre animal e pediu que deixassem-no em paz.

Enquanto isso, a maré subia e ondas enormes começaram a estourar na praia, e muitas pessoas que recolhiam conchas foram embora para suas casas. Mas, a bondosa esposa do pescador ajudou o macaco até que se livrasse da concha, e sentida também pela concha, enterrou-a fundo na areia úmida. E disse ao macaco:

¾    Vou pedir a você que não mais roube de nossas fazendas.

Parecia que o animal havia entendido seu pedido, e mesmo assim, num segundo, ele pulou até a rocha onde estava o bebê da esposa do pescador, pegou-o com cobertor e tudo e correu em direção às montanhas.

A mulher ficou chocada com tamanho gesto de ingratidão. Enfurecida, ela gritava:

O macaco me retribuiu a bondade com maldade!

E corria atrás dele. Os vizinhos que ainda estavam ali começaram a criticá-la por ter poupado a vida do macaco.

Mesmo com o bebê em seus braços, o macaco corria tão rápido que ninguém conseguia alcançá-lo. Em meio aos prantos daquela mulher para que ele devolvesse o bebê, o macaco subiu numa árvore muito alta e chegou ao galho do topo. As pessoas cercaram a base da árvore, mas não havia nada que pudessem fazer. Um dos pescadores saiu em busca do pai do bebê.

Enquanto isso, o macaco segurava o bebê com seu braço direito e com o esquerdo segurava-se no galho e balançava para cima e para baixo. O bebê, sentindo-se incomodado, começou a chorar e a gritar. Sua mãe, lá embaixo, sentia que seu coração fosse parar de tanto desespero.

Neste momento, uma águia imensa começou a rondar o céu em volta da montanha. A preocupação daquelas pessoas agora era que a águia pudesse pegar o bebê. A mãe fechou os olhos e começou a pedir que Buda protegesse seu filho.

Quando a águia mergulhou em direção ao bebê, o macaco soltou o galho, que disparou em direção a cabeça da águia, que morreu instantaneamente. O enorme pássaro caiu no chão, e nesse momento o macaco repetiu o que havia feito, pois uma segunda águia mergulhava em direção ao bebê. No momento certo, o macaco fez o mesmo. E aconteceu que matou cinco águias da mesma forma. As pessoas do vilarejo assistiam espantadas àquela incrível luta, e finalmente compreenderam que enquanto o macaco lutava para se livrar da concha na praia, ele havia percebido que as águias sobrevoavam a rocha sobre a qual o bebê se deitava, portanto, assim que se livrou da concha, correu para salvar o bebê.

Uma vez terminada a batalha e o perigo fora de alcance, o macaco desceu da árvore e deitou o bebê aos pés da mãe, e voltou para o topo da árvore. Quando o pai do bebê chegou, tudo já havia sido resolvido, e as pessoas da vila se alegraram e comemoraram juntas o final feliz de uma história que parecia só poder ter um fim trágico, e voltaram às suas casas.

O pescador, por sua vez, obteve grande lucro com os mercadores locais, pois vendeu cada uma das penas das cinco águias que o macaco havia derrotado.

 

Conto Japonês

 

 

“O Galo Recebe uma Coroa Vermelha”

 

Numa terra longínqua, no extremo oeste da China, a tribo de Miao, das altas montanhas, assistem ao sol se por atrás das montanhas do Tibet, e enquanto as sombras se alongam pelos campos, eles se reúnem para escutar ao contador de histórias que conta e reconta as lendas da tribo.

Há muito, muito tempo, quando o mundo havia acabado de ser feito, estas terras tinham seis sóis brilhando nos céus! Porém, numa certa primavera, após os fazendeiros trabalharem arduamente para fazer o plantio, as chuvas se recusaram a vir em seu tempo, e os sóis acabaram por secar toda a plantação.

Naquela época, o grande Imperador Yao governava a China. Quando ele viu esse desastre natural, ele se entristeceu muito, e seus conselheiros disseram:

Se os seis sóis continuarem a brilhar dessa forma, nosso povo certamente morrerá.

E os seis sóis continuaram a se levantar todas as manhãs e a queimar as plantações.

Então, os dez sábios do vilarejo se reuniram para discutir o que haveria de ser feito. Ao meio da conversa, um dos sábios disse:

¾    A única solução é atirar e matar cada um deles.

O Imperador Yao ficou sabendo sobre tal resolução e mandou seus conselheiros reunirem os melhores arqueiros da região e trazê-los ao palácio. O que foi feito. Ali se reuniram os melhores e mais fortes arqueiros de toda a China, orgulhosos em poderem servir ao grande Imperador Yao.

O povo do vilarejo e os dez sábios se reuniram para assistir à demonstração de habilidade dos arqueiros, e assim que o Imperador chegou, eles lançaram suas flechas. Mas apesar de seus arcos serem grandes e suas flechas rápidas, nenhum deles conseguiu chegar sequer à metade da distância até os seis sóis causticantes que brilhavam nos céus.

Humildemente, os arqueiros aceitaram a impossibilidade de atingir os sóis com suas flechas.

Então, o Imperador Yao convocou o Príncipe Ho-Yi, que era conhecido como o melhor arqueiro de toda a China e propôs o desafio.

Mais uma vez, o povo se reuniu para assistir á demonstração da habilidade do arqueiro.

O Imperador ordenou:

¾    Lance as seis flechas e destrua os seis sóis para salvar o meu povo.

Naquele momento, o Príncipe Ho-Yi viu os seis sóis refletidos no lago e pensou, “Talvez eu possa destrui-los por seus reflexos, onde minhas flechas certamente alcançam”. E lançou a primeira flecha em direção ao reflexo do primeiro sol, que ao ser atingido, afundou nas águas do lago. E continuou a lançar suas flechas sobre o segundo, o terceiro, até que chegou ao quinto sol.

Quando o sexto sol se deu conta do que estava se passando, ele rapidamente desapareceu num monte ali próximo. Os dez sábios se deram por contentes que os seis sóis haviam sido destruídos, e as pessoas retornaram às suas casas.

Porém, quando as pessoas acordaram após uma longa noite de sono, não havia “dia seguinte”, pois o sexto sol ainda estava com medo e não sairia da caverna em que havia se escondido. Então, os dez sábios se reuniram novamente, na escuridão, para determinar o que poderia ser feito. Decidiram que achariam alguém que conseguisse trazer o sexto sol para fora da caverna para que pudesse haver o “dia seguinte”.

Primeiro, trouxeram o tigre para que rugisse em frente a caverna. O tigre rugiu, rugiu e rugiu, mas o sexto sol ficou enraivecido, pois de nada apreciava aquele rugido barulhento, e disse:

¾    Eu não vou sair!

Então levaram um boi, e o boi mugiu, mugiu e mugiu, mas agora, além de irritado, o sol começou a ficar deprimido com o mugido do boi, e disse:

¾    Eu não vou sair, e essa é a minha palavra final!

E também foram levados o carneiro, o macaco, o cão e o porco, mas todo o esforço parecia piorar a situação.

Por fim, decidiram levar um belo e forte galo para que cacarejasse. Quando o galo cantou, o sol disse:

¾    Mas que som adorável!

E saiu da caverna para ver que animal magnífico poderia produzir tal música para seus ouvidos. E ao sair, o sol brilhou mais uma vez, e as pessoas festejavam ao ver que o sol finalmente estava de volta ao horizonte.

O sol ficou tão lisonjeado com o canto do galo que ele mesmo confeccionou uma coroa vermelha para que ficasse ainda mais magnífico e majestoso.

E todas as manhãs, a partir daquele dia, o galo tem usado sua coroa vermelha para dar as boas vindas ao dia seguinte, cantando, e para que o sol se alegre e perca o medo de brilhar nas alturas mais uma vez.

 

Conto Chinês

 

 

“O Cão em sua Busca pela Luz”

 

Era uma vez, num mundo bem distante, havia um planeta chamado Terra da Escuridão. Como o nome mesmo diz, não havia luz alguma ali, e a noite era perpétua. As pessoas dali eram acostumadas à escuridão e tinham os sentidos da audição e do olfato muito desenvolvidos, também sua percepção espacial era muito aguçada. Mas a verdade era que apesar de conseguirem viver suas vidas sem luz, as pessoas eram muito infelizes e deprimidas. Estavam cansadas daquela escuridão infindável. E eles diziam:

¾    Como eu gostaria que houvesse luz!

¾    Ah, se tivéssemos dia e noite, e não só noite!

¾    A vida seria muito melhor se tivéssemos um pouco de luz!

É claro que o Rei da Terra da Escuridão também desejava a luz e começou a observar a Terra, que tinha seu sol e sua lua, portanto tinha luz ao dia e à noite. Pensou que por termos duas fontes de luz, levar uma delas para o seu mundo não nos faria tanta falta assim.

Acontece que na Terra da Escuridão havia uma imensa população de cães. Todos tinham um cão em casa, mas entre todos aqueles cães, havia um que era excepcional. Esse cão era grande, forte, de pelos espessos e de uma inteligência fora do comum. Além de todas essas qualidades, ele também possuía um focinho gigantesco. E seu focinho não só era gigante, como também suportava o contato com extremo frio e extremo calor. Aquele cão carregava em seu focinho até mesmo bolas de fogo, e por isso, seu nome era Bola de Fogo. O Bola de Fogo também era dotado das quatro patas mais ágeis de todo o planeta, e corria milhares de milhas num piscar de olhos.

Um certo dia, o Rei teve uma idéia, “Vou mandar o Bola de Fogo à Terra dos Homens para trazer aquele sol para o nosso mundo”. E assim o fez.

O povo já festejava a vitória do Bola de Fogo antes mesmo de ele partir em sua jornada. E assim que os preparativos foram feitos, Bola de Fogo partiu. A jornada era longa e o cão não parou sequer para descansar, e em pouco mais de dois anos, chegou ao sol.

Bola de Fogo abriu seu enorme focinho e cravou seus dentes no sol, tentando arrancá-lo do nosso céu. Mas ele simplesmente não conseguiu suportar tal calor por muito tempo. Humilhado, retornou ao seu mundo.

O Rei pensou, “Se o sol é quente demais para o Bola de Fogo, talvez a lua seja possível. E mandou Bola de Fogo buscar a lua. E Bola de Fogo voltou, confiante de que a lua ele conseguiria trazer, feliz em poder ajudar o povo de seu mundo.

Quando chegou à lua, cravou seus dentes e tentou arrancá-la de nosso céu, mas a lua era fria demais e seu corpo não suportava tamanho frio. Então cuspiu a lua de volta e voltou ao seu mundo, mais uma vez, derrotado.

Quando o Rei viu que ele havia falhado mais uma vez, ficou muito desapontado, mas não desistiu da idéia de que Bola de Fogo seria o único capaz de atingir seu objetivo.

E Bola de Fogo continuou, vez após vez, a voltar ao sol e depois à lua, tentando levá-los ao seu mundo para alegrar seu povo e agradar ao seu Rei, mas todas as tentativas foram em vão. Aliás, até hoje, Bola de Fogo continua viajando os céus e abocanhando a lua e o sol. Hoje, ele está velho, já não é tão forte ou veloz como um dia foi, mas ele não desiste. E cada vez que Bola de Fogo crava seus dentes com seu enorme focinho no sol ou na lua, um eclipse acontece. Por poucos instantes, ele sente que sua lealdade será recompensada, mas a dor é tamanha que a preservação de sua própria vida entra em jogo. E ele sabe que sua vida é importante e a preza por saber que um dia ele conseguirá honrar o pedido de seu Rei e levar a luz ao seu tão amado povo – Bola de Fogo é um verdadeiro herói.

 

Conto Koreano

 

“O Porco que Era Esperto Demais”

 

Era uma vez, muito tempo atrás, vivia na vila de Tsan-yang um senhor chamado Li. Todos o chamavam de Li Tai-yeh, ou Grande Mestre, pois ele era o homem mais rico da região. Sua fazenda era gigantesca e sua casa tinha cem aposentos e um enorme jardim. Ninguém tinha a mínima inveja dele, pois Li Tai-yeh, diferente da maioria das pessoas ricas, era muito generoso com sua riqueza. Seu amor por animais era bem conhecido na redondeza e os animais devolviam todo aquele amor a ele.

Com o tempo, Li Tai-yeh passou a ter um grande número de animais e muitos tipos deles em sua fazenda. Alguns foram comprados de mercadores, mas a maioria passava por sua fazenda e por serem bem alimentados acabavam ficando. Li Tai-yeh nunca pediu nada em retorno, ele simplesmente cuidava dos animais por amor. Mas acontece que instintivamente, os animais sentiam a necessidade de ajudá-lo em tudo o que pudessem.

O cão negro ficava de guarda e protegia a fazenda de qualquer estranho que se aproximasse. O grande galo sempre acordava os trabalhadores pela manhã, fizesse sol ou chuva, ele estava lá pontual cumprindo seu dever. O gato-do-mato, que tinha listras amarelas e pretas, era chamado de Pequeno Tigre. Ele tinha uma alma independente e passava o dia passeando pela fazenda, mas à noite, ele protegia a casa dos ratos. O cavalo levava o filho de Li para a escola, o boi puxava a carroça e o  carneiro retirava o capim que crescia entre as plantações de arroz. Todos eles ajudavam com muita dedicação e ficavam contentes em poder retribuir os bons cuidados de Li. Quer dizer, todos, com exceção do porco.

Este porco era um animal esperto chamado Chu Lao-erh. Ele observava o que acontecia ao seu redor e pensava, “Já que todos estão trabalhando menos eu e o mestre continua a me alimentar, por que eu deveria trabalhar? Ele não me pede para fazer nada, então eu vou mesmo é continuar comendo e descansando.”

Então, Chu Lao-erh comia o dia todo, rolava na lama e ficava imundo e fedorento para que nenhum animal ousasse se aproximar dele. Todos os dias, ele dormia até o meio-dia, bem a hora do seu imenso almoço. Comia até não poder mais e cochilava até a hora do jantar. E após o jantar, dormia até o dia seguinte.

Vez ou outra, algum animal se aproximava dele e dizia:

¾    Por que você não se levanta e faz algo de útil?  Você deveria perder peso, você está muito gordo.

Mas Chu Lao-erh fingia que não estava entendendo o que estavam dizendo e ficava sem responder. Ele gemia, virava para o outro lado e dormia de novo.

Como resultado, Chu Lao-erh ficou tão gordo, mas tão gordo que, mesmo se quisesse trabalhar, não conseguiria. Às vezes, até para comer se sentia cansado. Começou a reclamar que sua comida não era bem preparada, não chegava na hora certa. Como se sabe, reclamações sempre trazem algum resultado.

As pessoas da fazenda passaram a achar que o porco não estava se sentindo bem por causa da comida e começaram a preparar melhores alimentos para ele. Mas enquanto isso, o vizinho de Li visitou a fazenda e viu o porco. E disse a Li:

¾    Este porco não faz nada para você! Ele é completamente inútil! Eu troco oito patos com você por este porco. Pelo menos os patos te darão ovos.

Li ficou triste, pois sabia que a família de seu vizinho era muito pobre e não conseguiria dar ao seu porco o mesmo tipo de alimentação. Mas entregou o porco ao vizinho.

Seu vizinho amarrou Chu Lao-erh e com ajuda de mais duas pessoas, levou-o ao mercado. Era inverno e as pessoas pagavam muito pela gordura do porco, e Chu Lao-erh rendeu-lhe muito dinheiro para cuidar de sua família.

“Tsung-ming pei tsung-ming wu”, ou, “Os espertos geralmente caem nas armadilhas de sua própria esperteza”.

 

Conto Chinês

 

 

 

Serviços December 8, 2008

Filed under: Serviços — harusakisensei @ 5:01 am
  • Shiatsu

 

  • Do-In

 

  • Acupuntura

 

  • Psicoterapia com Base na Trialética Sistêmica

 

  • Cursos Livres e Workshops: 

Artes Terapêuticas Orientais

Trialética Sistêmica e Biocibernética

5 Elementos

Zodíaco Oriental

 

O calendário de cursos e workshops 2009 será lançado na primeira quinzena de janeiro.

 

Antigos Provérbios Japoneses December 8, 2008

Filed under: Filosofias Orientais Como Base da MTC — harusakisensei @ 4:18 am
O Budismo Zen, no Japão, representa a base do pensamento nas Artes Terapêuticas. Como o Taoísmo, deve-se cultivar o vazio, o silêncio e o não-fazer.

Para nós, ocidentais, parece um conceito um tanto abstrato, ou até mesmo surreal. No ocidente, quando nos deparamos com uma questão que não compreendemos, nossa mente se encarrega de “deletar” a informação. Na cultura antiga do oriente, quando as pessoas se deparavam com questões que fugiam de sua compreensão, elas se alegravam, pois ali viam uma forma de se superar. O momento da compreensão desta nova questão, de uma nova idéia, sempre foi motivo de orgulho e regozijo.

Não existe terapeuta das práticas orientais sem que exista esse desejo intrínseco de desafio pessoal, de constante evolução e infinita compreensão de que o universo pulsa silencioso dentro de nós e em todo o nosso redor.

 

 

 

No instante de um pensamento,
Minha mente turbulenta chegou a um descanso.

O interior e o exterior,
Os sentidos e seus objetos,
São completamente lúcidos.

Em uma volta completa,
Esmaguei a grande vacuidade.

As dez mil manifestações
Surgem e desaparecem
Sem qualquer razão.

Han-shan

 

Sentado quietamente,
Nada fazendo,
A primavera vem,
A grama cresce por si.

Zenrin Kushû

脳ある鷹は、爪を隠す。

“A águia que é sábia, esconde suas unhas.”

 

 

出る釘は打たれる.

“O prego protuberante será martelado.”

 

Deixo aqui um carinhoso agradecimento a Kazuo Yoshioka, amigo e fonte de provérbios japoneses antigos e ao

http://www.dharmanet.com.br/zen/ .

 

O Zodíaco Oriental – Discernindo Relacionamentos December 3, 2008

Filed under: Zodíaco Oriental — harusakisensei @ 11:33 pm

Primeiro, eu confio.

Escolho cada semente.

Peço sem deixar de mandar e cedo sem deixar de ser forte.

Quando bato, as portas se abrem.

As idéias fluem em mim.

A conquista é minha arte.

Eu venço cada distância.

Há sempre pastos mais verdes.

Impossible, para mim, significa I´m Possible.

Canto com o sol a promessa de um novo dia.

Eu vejo a verdade e traço o caminho.

E ao fim de cada missão, encontro meu verdadeiro dom.

 

Esse é o mantra da peregrinação das 12 energias. A Lua e seus ciclos caminham desta forma. Esse mantra opera dentro e fora de nós, cônscios ou não de sua existência. Cada passo à frente nada mais é que a comprovação de que cedemos para cada um deles. São 12 orações que derivam de 12 desejos unidos a 12 meios. Delas derivam as 144 bênçãos prometidas por Deus, ungidas pelo céu e pela terra, e seu uso nos coloca no centro de nosso mundo e nos dá o poder de manipulá-las ao nosso favor. A partir delas, surge a criação. Caminhar por elas significa evitar todo o sofrimento e conquistar a tão sonhada felicidade. E cada um de nós carrega dentro de si uma dessas operações. Qual é a sua?

 

Mas como utilizar tais energias em nosso benefício? Se carregamos apenas uma delas, como usar os contatos certos para a obtenção das outras? Por que sentimos atração ou repulsa por certas pessoas? Por que parece que certas pessoas nos abençoam com sua chegada enquanto outras parecem tomar de nós o que de mais precioso possuímos? Que poder é esse que a Lua exerce sobre nossas vidas, nosso meio ambiente? Será que poderíamos somente pensar em contrariar a força que rege as marés, as plantações, os ciclos da natureza? Será que poderíamos somente imaginar poder conter ou lutar contra a senhora do nascimento e da morte? Ou será a senhora do destino?

 

As pessoas nos trazem tudo! O ser humano é o único animal que é totalmente dependente dos cuidados de terceiros para sobreviver à infância. Precisamos de todos para tudo. Somos a raça mais miserável que existe! Somos dependentes e auto-suficiência não passa de pura utopia e estupidez. Teimamos que não precisamos de certas pessoas, somos orgulhosos e insistimos em não ceder com medo de parecermos fracos diante dos outros.

 

Além de não nos relacionarmos bem com os outros, não nos relacionamos bem com nossa própria essência. Quantas vezes não nos forçamos e obrigamos a fazer coisas que deturpam a integridade de nossos sentimentos e pensamentos? Vamos contra a nossa própria vontade para ouvir de alguém que estamos certos, ou para agradar. Vivemos para agradar e acabamos desagradando a todos e principalmente a nós mesmos.

 

Mas, quais são as qualidades que podemos utilizar para servir? Quais as bênçãos que cada animal traz consigo? Por onde começar? Como saber qual delas tenho maior necessidade neste momento?

 

A peregrinação dentro das 12 energias exige estudo e compreensão. Vamos estudar cada uma delas, começando por o que elas são, depois, como utilizá-las, para só então podermos operá-las.

 

Como tudo no universo, cada energia trabalha em tríades, cada animal opera através de um sentimento unido a um pensamento. Vamos, primeiramente, mergulhar no cérebro de cada animal. Nossa energia de nascimento é automática, não precisa ser treinada, mas as outras precisam ser avaliadas e trabalhadas para que possamos utilizá-las.

 

Vamos começar refletindo sobre alguns vocábulos. Ao lado de cada palavra você colocará um número, de 1 a 3, sendo 3 o número de maior potencial. Agora, você irá analisar como tem operado cada uma das 12 energias em seus três níveis:

                                           

 

 

PTO

 

PTO

 

PTO

 

Responsabilidade

 

Negligência

 

Confiança

 

 

Esforço

 

Raciocínio

 

Produção

 

 

Comando

 

Obediência

 

Liderança

 

 

Sorte

 

Dificuldade

 

Fartura

 

 

Cultura

 

Informação

 

Conceito

 

 

Agressão

 

Omissão

 

Conquista

 

 

Organização

 

Desordem

 

Eficiência

 

 

Generosidade

 

Mesquinhez

 

Paciência

 

 

Amor

 

Entendimento

 

Bondade

 

 

Certo

 

Errado

 

Justo

 

 

Otimismo

 

Pessimismo

 

Visão

 

 

Gratidão

 

Ingratidão

 

Utilidade

 

 

Vamos descobrir agora como seu cérebro tem feito a leitura de cada um dos níveis das 12 energias. O que você acabou de descobrir está dentro da sua cabeça. E fora dela? Será que essas facilidades e dificuldades também estão em seus relacionamentos com outras pessoas? Quais as pessoas que você tem maior facilidade de se relacionar? E maior dificuldade? E maior necessidade? Em quem você busca ajuda? Buscamos o que precisamos? Gostamos de quem tem o que não temos?

 

Essa confusão inicial é o brainstorming necessário para que encontremos um ponto de partida. As pessoas nos trazem tudo, inclusive informação de como nossa cabeça está realmente funcionando. Estudando cada tipo de relacionamento a fundo nos dá uma visão mais ampla de como estamos caminhando e de onde chegaremos se nada for feito. Vamos ver ao vivo e a cores o tamanho do buraco que estávamos cavando… Bons relacionamentos, assim como o próprio alimento, devem ser semeados e cuidados para que cresçam e floresçam.

 

Bons relacionamentos + bons cuidados = bons frutos

 

Não tem como mudar as pessoas, mas certamente podemos aprender a  aproveitar o que elas têm. Um exemplo muito prático da valia de tais ferramentas é a própria sala de aula numa escola tradicional. Este ano, por exemplo, as crianças de sete anos que freqüentarão a primeira série escolar serão do ano da Serpente de Metal. Ardilosas, sábias e dogmáticas, obstinadas em suas opiniões, essas crianças deixarão qualquer professora biruta antes do meio do ano. O comentário na sala dos professores será unânime entre as professoras da primeira série, “Elas não aceitam o que eu ensino… elas argumentam e discutem e perguntam tantos por quês que chegam a atrapalhar meu plano de aulas!”

 

Quais seriam os benefícios que uma professora dessas obteria em ter tais ferramentas de relacionamento disponíveis para aplicá-las em seus relacionamentos com diferentes alunos? Afinal, ela é a responsável pala educação de centenas e centenas de crianças. Quantas crianças não são podadas e acabam por recriminar sua própria essência pelo simples fato de seus professores viverem em ignorância quanto a tais fatos?

 

Quais seriam os benefícios que um vendedor, um chefe de família, um engenheiro projetista, um dentista, um administrador de finanças, ou um médico teriam se soubessem como utilizar tais ensinamentos? Certamente, muito sofrimento seria evitado.

 

Guan Xi é a maior soma de afinidade ou a menor soma de discórdia. Para os chineses, essa é a fórmula do sucesso nos relacionamentos. Vamos entender os tipos de relacionamentos e no que se baseiam e como aplicar guan xi em busca de nosso próprio sucesso como amigos, pais, profissionais, provedores e na vida afetiva.

 

Os 12 animais, ou emblemas, podem ser classificados de diferentes formas. São classificados em relacionamentos de afinidade, relacionamentos de discórdia, relacionamentos de busca e conquista, e relacionamentos de fuga por derrota. Primeiramente, vamos estudar  o mais importante deles.

 

 

 

RELACIONAMENTOS DE AFINIDADE

 

Quanto à afinidade, os 12 animais são classificados em 4 grupos de 3 animais que possuem uma afinidade natural entre si. Esses 4 grupos são: os executores, os pensadores, os protetores e os catalisadores.

 

Os Executores

A primeira tríade é composta pelos Executores e seus integrantes são o Rato, o Dragão e o Macaco. Esse é um grupo de pessoas dotadas de grande capacidade de concretizar – de transformar em fato idéias e planos dos outros. São dotados de profunda motivação e desejo pela conquista, nada os faz parar. São impacientes e não conseguem ficar muito tempo parados. Não gostam que ninguém os proteja ou faça por eles. São independentes e preferem que os outros dependam deles a depender de alguém. São entusiasmados em suas buscas e têm confiança em si próprios. Essas são as pessoas que geralmente se envolvem em projetos de grande escala. Quanto maior o projeto, melhor eles se desempenham.

Os Executores estão sempre em busca do sucesso e do poder. Podem machucar as pessoas a sua volta, pois suas decisões são factuais e racionais – a emoção não possui valor algum. Não aceitam a derrota e não prevêem conseqüências de seus atos. São demolidores e destroem tudo o que parar em seu caminho. Seus julgamentos são sempre factuais – não admitem falhas ou fraqueza alheias. Essa é a tríade mais comprometida com o progresso e com o desenvolvimento das grandes concreções do mundo.

 

 

Os Pensadores

A segunda tríade é composta pelos Pensadores: o Boi, a Serpente e o Galo. As pessoas desta tríade são decididas e reflexivas e valorizam a destreza intelectual e o pensamento didático. Dotadas de uma inteligência superior e habilidade para resolver as coisas calmamente, elas são as projetistas e planejadoras que traçam o curso que os outros seguem. São conhecidas por sua paciência, meticulosidade e firme dedicação. Sua perseverança e auto-sacrifício inspirarão outros a agirem além das próprias capacidades. Confiam na própria força analítica e têm uma forte percepção de como as coisas podem e devem ser feitas.

 

Para se trabalhar com elas, deve-se aprender a apreciar sua habilidade analítica e cerebral e apelar para sua inteligência e seu lado prático. Devem ser avisadas e prevenidas de todas as contingências porque confiam muito nas opiniões dos outros e não gostam de surpresas ou mudanças repentinas. Devido à forte aversão ao fracasso e à fraqueza, podem ser cruéis quando contrariadas ou enganadas.

 

 

Os Protetores

A terceira tríade de afinidade é composta pelo Tigre, Cão e Cavalo. Os Protetores são tipos ardentes, emocionais e subjetivos. Guiados pela compaixão, procuram servir a humanidade e promover a compreensão. Podem ser impulsivos, auto denominando-se defensores da justiça e da moral no mundo. Apesar de serem extrovertidos e desinteressados por natureza, também podem não ser ortodoxos no modo de abordagem e nas perspectivas. Estes indivíduos são geralmente agressivos e rebeldes quando desafiados. Fiéis às suas crenças e consciência, reagem emocionalmente e têm temperamento volúvel.  Basicamente, são sociáveis e democráticos, mas podem ser combativos e imponentes quando defendem a si próprios ou aqueles a quem amam.

 

Para se trabalhar bem com estas três personalidades, deve-se apreciar seu inato senso de honra e retidão. Se sentem que podem fazer algo pelo bem de todos, prontamente deixarão de lado seus desejos pelo bem da maioria. Honestas e transparentes em seus negócios, esperam que os outros ajam da mesma forma. Guiados pelas emoções, podem avaliar uma situação instintivamente e, com bastante freqüência, suas primeiras impressões estão corretas. Os Protetores são os mais propensos a ter uma personalidade magnética e agradável às grandes maiorias.

 

 

Os Catalisadores

A quarta tríade de afinidade é composta pelo Coelho, Carneiro e Porco. Este grupo de catalisadores é composto por tipos de personalidades intuitivas, solidárias e cooperativas que provocam mudanças nos outros, porém correm o risco de mudar a si próprias. Sinceras e generosas, não são somente observadoras perspicazes, mas também especializadas em auto-preservação. Freqüentemente, podem ser sensíveis demais a mudanças ou influências negativas, então mudam facilmente de opinião ou têm sentimentos de insegurança. Tendem a ser inconsistentes e dependentes dos outros para efetuar as mudanças que desejam. Nos negócios, não se deve esperar deles apoio incondicional e lealdade inabalável. Elas não têm inclinação a longas e penosas batalhas por seus desejos e, mesmo tendo razão, não provocam ou começam brigas. Por encontrarem facilidade de entender e identificar-se com outros e também por não serem competitivos ou combativos, são os mais passíveis de terem êxito ao unirem suas forças com as de todos.

Comunicativos, serviçais e diplomáticos, sabem como fazer amigos e apaziguar os inimigos em beneficio próprio. Quem quiser trabalhar com essa tríade de Catalisadores deve enfatizar as virtudes do compromisso em vez do confronto e os benefícios da negociação em vez do conflito aberto.

 

Dica: toda a vez que se encontrar com uma das energias de sua tríade, é sinal de que você está no caminho certo!

 

O Zodíaco Oriental – Objetivo de Estudo December 3, 2008

Filed under: Zodíaco Oriental — harusakisensei @ 11:20 pm

Chegou a hora de nos convencermos de que conhecer os outros traz bons resultados. Conhecer os outros é sabedoria, mas, conhecer a si mesmo é iluminação, diminui o sofrimento. Se o resultado de nossas ações tem se mostrado insatisfatório, é porque não temos feito o nosso melhor -  não temos nos desviado que estava pronto para nos pegar. Se entendêssemos o sofrimento, teríamos feito  diferente; agora, vamos entender, portanto, façamos diferente – façamos melhor!

 

Quando se tem o poder de prever conseqüências, pode-se desistir do sofrimento sem ter que senti-lo ou vivê-lo. Uma pessoa com sede e cansada não consegue cavar um poço. Prever conseqüências é cavar o poço antes da seca, antes que a sede nos domine.

 

A tendência da raça humana é sofrer cada vez menos, pois estamos pensando cada vez mais. O sofrimento existe porque continuamos evitando o pensamento. Com o pensamento podemos nos defender de qualquer coisa.

 

Ainda não aprendemos a dirigir a nossa vida como dirigimos um carro. Dirigimos e enquanto o fazemos falamos ao celular, ouvimos música, comemos e ainda paqueramos. Você é capaz de dirigir sua vida assim, hoje? Você possui as ferramentas necessárias para que dirigir a vida se torne algo simples e natural?

 

Esse é o objetivo máximo deste treinamento, que possamos, através do diligente uso das leis da natureza, dirigir nossas vidas sem sofrimento. O sofrimento não ensina nada. O sofrimento é irresponsável, é ocioso, é desorganizado, é miserável…

 

Será que se você não tivesse sofrido tanto teria a capacidade de pensar nisso? Não se apaixone apenas pela ficção, comece a se apaixonar pela verdade. Os 12 animais – os 12 poderes máximos – vivem dentro de nós, cada um gritando para ser liberto. Uma vez livres, teremos o domínio sobre o céu e sobre a terra, logo, sobre a maior riqueza que possuímos – a vida.

 

Boa sorte!

 

O Zodíaco Oriental – Fatos & Mitos December 3, 2008

Filed under: Zodíaco Oriental — harusakisensei @ 11:10 pm

 

Fatos

A Astronomia Chinesa se desenvolveu num sistema complexo totalmente independente do sistema astronômico e astrológico da Mesopotâmia. A diferença estava desde como os chineses localizavam os corpos celestes e utilizavam elementos filosóficos que explicavam o origem dos corpos terrenos até à básica interpretação do qu eles percebiam como predições astrológicas. Entretanto, o que estas duas culturas tinham em comum era sua obcessão pela descoberta do que fazia os corpos celestes se moverem e como seus diferentes movimentos influenciavam os seres humanos. Alguns dos textos mais antigos da Mesopotâmia eram pedras inscritas com informação astrológica. O mesmo pode ser dito sobre a civilização chinesa, pois seus mais antigos artefatos, chamados de ossos de dragão, eram inscritos feitos em cascos de tartaruga usados para avinhação.

 

A diferença mais interessante entre a astrologia oriental e ocidental é a metodologia utilizada pelos chineses para localizar os planetas. Cada civilização era capaz de distinguir planetas de estrelas por sua localização e pontos de referência, entretanto, as referências utilizadas pelos chineses era extremamente diferente. As posiçoes estelares ocidentais (mesopotâmica-babilônica-helenística) têm como referência uma linha imaginária traçada pelo caminho do Sol, que os chineses chamam de Caminho Amarelo. Os chineses, por sua vez, usavam como referência a linha do polo norte e o equador celeste, que chamavam de Caminho Vermelho.

 

Como consequencia de dois sistemas diferentes de observância, duas escolas astrológicas se desenvolveram. Para os chineses, o céu é dividido em 28 segmentos e cada um deles representa um dia pelo qual a lua caminha pelo céu. As constelações de maior importância são irrelevantes para a astrologia ocidental. Assim, temos duas referências completamente diferentes, com leituras distintas, ambas extraídas do mesmo céu.

 

Outra diferença crucial é quanto aos elementos. A Astrologia Oriental utiliza cinco elementos ao invés de quatro. Os chineses associam esses cinco elementos – ou cinco palácios -  aos cinco planetas mais visíveis: Saturno ao elemento Terra, Marte ao elemento Fogo, Mercúrio ao elemento Água, Vênus ao elelemto Metal, e Júpter ao elemento Madeira.

 

Assim, fica claro que para os chineses, o foco está no movimento da lua pelo zodíaco, e não o movimento do sol pelo zodíaco. A posição da lua em diferentes dias é chamada de mansão lunar. As 28 mansões lunares são utilizadas para determinar o curso de ação em cada dia específico. As mansões lunares são divididas em 4 grupos de 7 relacionados às diferentes estações do ano. Os grupos são: O Dragão Verde da Primavera, A Tartaruga Negra do Inverno, O Tigre Branco do Outono e o Pássaro Vermelho do Verão. As 28 mansões lunares constituem a forma mais antiga do zodíaco chinês.

 

No ocidente, os 12 animais do zodíaco chinês são os mais conhecidos, embora, quanto à advinhação, os chineses sempre aplicaram maior importância às 28 mansões lunares. Os 12 símbolos animais originaram-se for a da China, mais ao norte e ao centro da Ásia. Estes 12 símbolos não se originaram de 12 meses do ano, mas dos 12 anos do ciclo de Júpter (Júpter leva aproximadamente 12 anos para completar sua órbita ao redor do Sol). O início de cada novo ano lunar sempre se dá na segunda lua nova após o solstício de inverno.

 

O Zodíaco Chinês possui 12 símbolos. Originalmente, estes símbolos não tinham animais associados a eles, estes símbolos eram usados somente para registrar datas. Estes símbolos eram chamados de 12 Ramos Terrestres e 10 Caules Celestiais e já eram utilizados na Dinastia Shang. Mais tarde, cada um dos Ramos Terrestres passou a ser designinado por um símbolo animal. Jikkan Junishi (literalmente, 10 caules e 12 ramos) refere-se aos símbolos do Zodíaco Chinês, no Japão, chamado eto.

 

Mitos

Existem muitos mitos e lendas que envolvem a origem do Zodíaco Oriental. Por esta razão, escolhi as três versões clássicas para compartilhar com vocês.

 

Uma das lendas diz que houve um certo dia que o Deus Celestial percebeu que não havia um sistema para manter registro do tempo. Então, convocou o Deus da Terra e pediu que reunisse todos os animais da Terra e lhes anunciasse o seguinte:

¾    Amanhã, ao nascer do sol, os primeiros 12 animais que cruzarem este rio levarão seus nomes no calendário zodiacal.

Todos os animais rejubilaram e queriam muito vencer a corrida.

Após o anúncio, o Gato virou-se para seu melhor amigo, o Rato, e disse:

¾    Como poderei vencer a corrida? Eu morro de medo de água!

No mesmo momento, o Boi disse ao Rato:

¾    Como poderei atravessar o rio? Minha visão é péssima!

O astuto Rato olhou para o Gato e para o Boi e teve uma idéia brilhante, e disse:

¾    Já sei! Eu e o Gato montaremos no lombo do Boi e o guiaremos pelo rio.

Todos concordaram que era um plano magnífico. E no outro dia, bem cedo, o Boi já carregava em seu lombo o Rato e o Gato. Eles estavam à frente dos outros animais. E quando estavam bem no meio do rio, o Rato empurrou o Gato para for a do lombo do Boi, e o Gato caiu no rio.

Totalmente concentrado em atravessar o rio, o Boi nem percebeu o que havia acontecido e terminou a travessia. Nesse instante, o Rato deu um salto e foi o primeiro a cruzar a linha de chegada. O Boi, cruzou a linha em segundo lugar. O corajoso Tigre foi o terceiro, e depois dele, o Coelho, o Dragão, a Serpente, o Cavalo, o Carneiro, o Macaco, o Galo, e o Cão foi o décimo-primeiro a chegar. 

Enquanto o Deus Celestial contava os animais, percebeu que faltava um. E no instante em que a corrida terminaria e o tempo de travessia de esgotaria, o Javali crzou a linha de chagada, recebendo o último ano do ciclo.

Pouco depois, o Gato chegou e percebeu que era tarde demais para receber um ano. Enfurecido, o Gato jurou vingança ao Rato e após pronunciar seu juramento, comeu o Rato.

No final, o Deus Celestial ficou contente com o resultado e deu ao Deus Terreno a responsabilidade de fazer com que cada ano apresentasse as características do animal e que tudo e todos que nascecem naquele ano também carregassem essas mesmas características.

 

Outra lenda conta que quando Buda estava pronto para deixar a Terra, espalhou a notícia de que queria a visita de todos os animais, para se despedir. Então os animais seguiam em procissão rumo ao local onde Buda os esperava e o Boi liderava a fila. O Rato, curioso como é, viu aquela fila e foi perguntar oa Boi o que estava acontecendo. Quando soube da importância do evento pediu que o Boi o levasse. Ao chegar ao local, o Rato desceu e chegou primeiro ao encontro de Buda. Depois chegaram o Boi, o Tigre, o Gato, o Dragão, a Serpente, o Cavalo, o Carneiro, o Macaco, o Galo, o Cão e o Javali. Logo no início da festa, o Gato comeu o Rato, e Buda descontente por tal desrespeito em sua presença, tirou o Gato da Roda do Zodíaco, e como o Coelho tinha acabado de chegar, ofereceu a quarta posição a ele, e ele aceitou alegremente.

 

A terceira lenda que diz que Buda convocou os animais para que pudesse dar a cada um a representação de um dos anos do ciclo. Quando o Gato soube da notícia, contou ao seu amigo Rato e concordaram em ir juntos no dia seguinte. Porém, no dia seguinte, o Rato não acordou o Gato, que adora dormir principalmente pela manhã. O Rato, então, chegou em primeiro lugar e recebeu o primeiro ano do ciclo. Só que o Gato não foi o único anomal que ele trapaceou, pois sabendo que pequeno como era, não teria chance de competir com animais mais fortes e ágeis. Então, implorou para o Boi que o levasse em seu lombo. Quando estavam bem à porta do local onde estava Buda, o Rato desceu do lombo do Boi e correu à frente para chegar primeiro. Por esta razão, o ano do Rato é o primeiro e em seguida, o ano do Boi.

 

 

Assim como alguns ocidentais acreditam que as pessoas levam características do signo em que nascem, os japoneses acreditam que as pessoas expressam características do animal que rege o ano em que nasceram. Por exemplo, pessoas nasceidas no ano do Rato são incansáveis, pessoas nascidas no ano do Boi são calmas.

 

No Japão, acredita-se que as mulheres nascidas no ano hinoe uma (fogo-yang-cavalo) são orgulhosas e têm inclinação a matarem seus maridos. Acredita-se que esse ano tra muitos incêndios. Koishin é o ano ou dia em que o ciclo sexagenário cai em combinação com ko (elemento metal e planeta Vênus) e o Macaco, ou nono emblema do zodíaco. Na tradição Taoísta, na noite de koishin, os três vermes que vivem no corpo humano saem do corpo e contam todos os pecados da pessoa para o Deus Celeste. Ao saber dos pecados da pessoa, Deus diminuiria os anos de vida daquela pessoa. Para prevenir que isso acontecesse, as pessoas ficavam acordadas toda a noite de koishin e tal dia passou a ficar conhecido como koishin machi.

 

Tais crenças foram expalhadas duranto o período Edo (1600-1868) quando as pessoas sempre tentavam determinar os tempos ruins e os tempos bins para se casar, começar um negócio ou fazer um evento.

 

Apesar de muitos japoneses hoje terem deixado de lado uma série de superstições, o zodíaco ainda tem um papel importante na sociedade. No Japão, perguntar a idade de uma pessoa em anos é incortês, assim, as pessoas perguntam de que ano você é e calculam sua idade por si próprias.

 

-          Japan Now, Janeiro 1996

 

Os 5 Elementos & O Elemento Dentro de Você December 3, 2008

Filed under: 5 Elementos — harusakisensei @ 10:37 pm

Os cinco elementos, de fato, não são elementos, mas processos. As cinco fases não têm características estáticas que a palavra elemento sugere, são na verdade processos dinâmicos. Os próprios diagramas chineses originais relacionando os Cinco Elementos indicam movimento e transição. Logo, a palavra transmutação é a mais ideal para explicá-los e compreendê-los.

 

Nascemos sob uma determinada constelação, e cada uma se enconta em ressonância com  a essência de um dos cinco elementos. Isso significa que nós vibramos de acordo com a energia de nosso próprio elemento, e este, opera em nossos sentimentos, pensamentos e ações, mesmo que estejamos inconscientes deles.

  

Após descobrir a sua essência, você poderá desenvolvê-la, aprender a  lidar melhor com ela. Por vezes, você perceberá que apresenta características pessoais de um elemento ao qual não pertence, e isso é essencial, pois lhe dá o panorama de sua programação mental e de seu estado físico, já que os desequilíbrios internos de órgãos e vísceras podem nos levar a tal expressão. Em primeiro lugar, conhecer a si próprio é o melhor caminho para entender porque nos sentimos felizes ou não diante de determinadas situações, ambientes e pessoas. Comece por aqui: conhecendo seu próprio elemento, sua fonte. O primeiro passo rumo a qualquer aspiração de mudança ou mehoria é aceitar quem somos e onde estamos. Aproveite o dom espiritual que possui: seu elemento!

 

 

Madeira

 

“Soma” energia em volta de forma dispersa pronta a se condensar e dar início ao Tao-criação. Madeira nos faz lembrar uma árvore; “nascimento” vindo de uma semente. “Crescimento” para fora, e através de suas raízes, para dentro. As marcas deste crescimento se tornam presentes na madeira da árvore como se fossem rugas, cicatrizes, sulcos. O processo da Madeira é o que mais se aproxima de nosso corpo, porque também nasce de uma semente, cresce, sendo que suas marcas e cicatrizes estão na memória genética. É o elemento das coisas vivas, dos seres que amadurecem. A Madeira relaciona-se intimamente com as estações, germina na primavera, cresce no verão, amadurece no outono e hiberna no inverno. A Madeira se alimenta de todos os outros elementos, luz e calor (fogo), comida e nutrientes (terra), sais minerais e derivados (metal) e fluídos da seiva e transportes (água), também é relacionada à cor verde. A Madeira está relacionada ao fígado e à vesícula biliar e seus meridianos acoplados, associando-se à visão, e à capacidade de decisão, tomadas o tempo todo pelo organismo. É associada aos olhos e às lágrimas, às faculdades espirituais, à profundidade de compreensão de fenômenos que nos cercam, da vida e da morte, no controle dos momentos de mudança. Madeira: fígado e vesícula biliar – armazenamento e transporte de energia vital.

 

 

Características Pessoais

 

Constelações: Aquário (Vesícula Biliar) e Peixes (Fígado). As pessoas nascidas sob o elemento Madeira valorizam sua ética; têm elevado senso moral e uma boa dose de autoconfiança. Conhecem o valor intrínseco das coisas, e seus interesses são vastos e variados. Sua natureza expansiva e cooperativa permitirá que se entreguem às realizações em grande escala.

Possuem uma personalidade executiva, porque podem distribuir e separar os assuntos em suas exatas categorias e ordens de trabalho. Seu espírito progressista e generoso lhes dá capacidade para empreender grandes projetos, custosos estudos científicos ou desenvolvimentos em longo prazo ou de grande vulto – sem dúvida, empreendimentos que não são para um único homem. Elas têm habilidade para convencer outras pessoas a fundir e unir forças.

Desdobram-se rapidamente e, sempre que possível, diversificam-se em muitas áreas, visto que defendem o desenvolvimento e a renovação constantes. Sabem partilhar quaisquer recompensas, obtidas mediante esforços coletivos com todos aqueles que merecem, por justiça, uma fatia do bolo comum. Sua boa vontade inata e sua compreensão sobre a maneira de pensar e de agir dos outros conseguirão leva-las a posições muito afortunadas.

Seu defeito principal é que costumam ter os olhos maiores do que a boca e levam coisas a um ponto crítico. Se enfraquecerem seus recursos, espalhando-os demasiadamente, talvez não consigam aquilo que começaram. Nesse caso, seus planos cairão por terra ou elas derivarão de um projeto para outro, sem resultados satisfatórios.

 

 

 

Elemento Fogo

 

O elemento Fogo é luz, calor, vitalidade e dinamismo. O sol o representa e sua cor é o vermelho.

O Fogo relaciona-se com o calor humano, as emoções, a compaixão, a alegria, o riso e também o oposto.

O Fogo é o que torna uma pessoa calorosa ou fria, é, portanto, um processo determinante nas relações humanas: a capacidade ou incapacidade de estabelecer relações afetivas profundas (autenticidade).

São dois os pares de meridianos acoplados ao elemento Fogo; o primeiro par, coração e intestino delgado; o segundo par, circulação-sexo e triplo-aquecedor. Seu centro primordial é a caixa torácica (centro da energia afetiva, motivadora e o próprio espírito do ser).

O Fogo é o dono do calor humano e do verbo, que é a expressão direta do espírito.

A cor avermelhada, o meio-dia, o verão e o suor são expressões do calor corporal do fogo.

Sua expressão máxima é o sentimento de amor-compaixão, fruto espontâneo de um ser consciente de uma clareza interior incomum.

O Fogo representa a energia psíquica indefinida.

 

 

Características Pessoais

 

Constelações: Leão, Virgem, Sagitário e Capricórnio. As pessoas governadas pelo elemento Fogo exibem qualidades de liderança acima da média normal; são decididas e seguras de si. Possuem o máximo de capacidade para motivar as pessoas e fazer as idéias frutificarem.

Amantes da aventura e da inovação, sempre abertas a idéias novas e brilhantes, procurarão dominar os outros com sua criatividade e originalidade. Não temem riscos; gostam de manter-se em movimento e explorar novos horizontes.

As pessoas do elemento Fogo são realizadoras – propensas a arengar e a agir dinamicamente. Contudo, devem conter suas emoções com rédeas curtas, pois sua ambição e energia poderão ampliar seu egoísmo e torna-las desatenciosas e impacientes quando seus desejos não forem satisfeitos. Quanto mais uma pessoa do elemento Fogo procurar alcançar seus objetivos utilizando a força ou a violência, mais oposição e perigo haverá de encontrar.

Elas possuirão todos os requisitos próprios dos vencedores do mais alto calibre, desde que mostrem respeito pelas opiniões dos outros e ouçam o que todos têm a dizer, antes de entrar em ação.

Deveriam cultivar as qualidades de um bom ouvinte e refrear suas inclinações impulsivas. Muitas destas pessoas tendem a ser expansivas demais ao buscar seu próprio bem.

Como o próprio Fogo, estão sempre atraindo pessoas para seu calor e brilho, podendo fazer grandes benefícios àqueles que procuram sua companhia. Todavia, quando não conseguem controlar e dirigir corretamente suas energias, as pessoas do elemento Fogo também podem tornar-se destrutivas e causar grandes danos.

 

 

 

Terra

 

A Terra nos remete ao planeta, à “mãe terra”, à “mãe natureza”; é o nosso chão, nos oferece estabilidade e alimento.

O elemento Terra está relacionado à nutrição, à fertilidade, ao útero acolhedor e ao equilíbrio interior.

A pessoa de Terra é centrada, é enraizada, sente-se bem e à vontade consigo mesma. A Terra relaciona-se também aos apetites e necessidades que desequilibram o homem forçando-o para fora de seu centro. A madeira, o fogo, o metal e a água têm suas raízes na Terra.

O processo digestão/indigestão dos alimentos e dos fatos da vida, um pelo processo biológico e outro pelo processo mental, faz com que a Terra fique ligada aos pensamentos, às idéias, às opiniões, às obstinações, ao fanatismo e à obsessão.

O desequilíbrio em Terra pode trazer má digestão e nos dar a sensação de estarmos desenraizados, desestabilizados, com os pés fora do chão, portanto a sensação de segurança ou insegurança está relacionada à atividade mental.

A Terra é associada à cor amarela, ao gosto doce, à umidade, à saliva e ao paladar. Seus meridianos acoplados são estômago e baço-pâncreas.

Terra é simpatia, consideração, acolhimento, aconchego, receptividade ou o seu oposto quando em desequilíbrio.

 

 

Características Pessoais

 

Constelações: Gêmeos e Câncer. As pessoas nascidas sob o elemento Terra preocupam-se mais com aspirações práticas e funcionais. Possuem excelentes poderes de dedução e preferem gastar suas energias em objetivos sólidos e de confiança. Dotadas de previsão e capacidade de organização, são planejadoras e administradoras eficientes.

São prudentes e sábias, tanto em assuntos financeiros como no manejo do seu próprio dinheiro, e farão esplêndido uso de quaisquer recursos que encontrarem. São inteligentes e muito objetivas quando se trata de dirigir outras pessoas, levando-as à realização de planos bem traçados.

Geralmente são empreendedoras num estilo sério e metódico, organizando e dirigindo negócios que exigem mão firme. São excelentes administradoras e ótimas no reforço ou estrutura de bases sólidas para qualquer indústria, negócio ou governo. São pessoas que darão um sentido autêntico às suas descobertas e tudo o que fizerem terá uma razão sólida.

Embora se movam lentamente, caminham em direção a resultados seguros e permanentes.

As pessoas pertencentes a este elemento são conservadoras e gostam de manter as coisas numa perspectiva correta. Dificilmente exageram suas descobertas, cálculos e expectativas. Darão a você opiniões sem diluições, e apresentarão o retrato verdadeiro de uma situação, sem quaisquer retoques, modificações ou afetação.

Seus defeitos mais comuns são a falta de imaginação, a proteção exagerada dos seus próprios interesses e uma forma negativa de encarar a vida. Não obstante, podem disciplinar-ser e dar conta admiravelmente de suas responsabilidades.

 

 

 

Metal

 

O Metal representa os sais, as jóias, os metais, a cristalização, portanto, a resistência e a durabilidade, as coisas estruturadas com substâncias que resistem à passagem do tempo.

Em nível emocional, é o elemento que tem como essência a mágoa, o sentimento de dor da não aceitação, que nos marca com profundidade, que se estrutura em nosso comportamento onde temos dificuldade de superar e eliminar do nosso sistema.

Os meridianos acoplados relacionados são: pulmão e intestino grosso, justamente os meridianos de troca e eliminação.

O Metal relaciona-se à pele, que é o nosso limite corporal (delimita o dentro e o fora do corpo), e através da pele o organismo respira e realiza trocas de substâncias e energias com o meio-ambiente, portanto a pele simboliza o isolamento do homem – a idéia de que está separado do resto da existência, justificando assim suas atitudes psicossomáticas em relação ao corpo, tirando o máximo proveito de suas capacidades (emocionais, mentais e físicas).

O Metal está relacionado à parte superior das costas e dos ombros, é a tensão que acumulamos nesta região e também no diafragma.

O Metal também é representado pelo outono, nariz, olfato, por fim, o metal está relacionado ao ar que respiramos (troca de energia com o meio-ambiente).

 

 

Características Pessoais

 

Constelações: Áries e Touro. As pessoas nascidas sob o elemento Metal são rígidas e resolutas em sua expressão. São guiadas por sentimentos fortes e perseguirão seus objetivos com muita intensidade e pouca hesitação. Sustentadas por suas ambições, são capazes de empreender esforços prolongados para conseguir aquilo que desejam. São norteadas para o sucesso e não vacilam em suas determinações.

Uma vez que escolheram seu rumo, tais pessoas não são facilmente influenciadas ou desviadas e nem mesmo os sofrimentos, os obstáculos e os fracassos iniciais conseguem faze-las mudar de curso. No entanto, essas pessoas podem ter problemas quando se trata de renunciar a situações que já não são exeqüíveis e podem ser irracionalmente teimosas e irreversíveis em suas determinações.

Preferem estudar e solucionar seus problemas sozinhas, não apreciando interferências ou auxílios que não solicitaram. Traçam seus próprios destinos, limpam seus próprios caminhos e visualizam suas próprias metas, sem ajuda alheia.

Embora possam parecer inflexíveis e friamente autoconfiantes, as pessoas governadas pelo elemento Metal podem conduzir eletricidade; seus poderosos impulsos e seus poderes geradores serão sentidos por todos os que entrarem em contato com elas, produzindo, desse modo, as mudanças e transformações por elas desejadas.

Possuem fortes instintos financeiros e acumulativos e usarão essas características para sustentar seu espírito de independência e sua forte predileção pelo luxo, pelo conforto e pelo poder.

Todavia, para mostrar uma eficiência absoluta, elas devem aprender a transigir e a não insistir, tão exageradamente, em fazer as coisas sempre à sua maneira. Com freqüência, são irredutíveis e obstinadas, podendo romper uma boa amizade só porque outros não dão atenção aos seus desejos ou não se curvam prontamente à sua vontade.

 

 

 

Água            

 

A Água é o elemento que gera fluidez, mobilidade, maleabilidade. A Água não oferece resistência, é moldável, assume a forma do recipiente que ocupa.

A Água simboliza o rio da vida (gera vida, dá vida), o contínuo fluir que transforma o eterno momento presente na impermanência de tudo o que existe. O elemento Água é a força de vontade, a persistência (água mole em pedra dura tanto bate até que fura) e também a ambição.

A emoção associada ao processo Água é o medo (do desconhecido das mudanças do contínuo fluir da vida e da morte – medo da vida). Normalmente achamos que temos medo da morte e não da vida, mas a morte é parte da vida, portanto, a mãe que dá a vida ao filho que acaba de nascer está também lhe dando a morte. O medo da morte é o medo da mudança da transformação, do risco do desconhecido, e da vida. Risco só existe na vida, e toda a necessidade de segurança vem de nosso medo profundo e inconsciente do inesperado, do incontrolável.

Os meridianos acoplados de Água são: rins e bexiga; os que controlam o metabolismo líquido e a vitalidade do organismo. A Água está desta forma relacionada ao sistema nervoso simpático, e à parte posterior do corpo. Também é relacionada às cores azul-marinho, preto e roxo, ao inverno, ao frio, aos cabelos, à urina, aos genitais, ao gemido e à voz medrosa.

 

 

Características Pessoais

 

Constelações: Libra e Escorpião. As pessoas nascidas sob a influência do elemento Água têm uma habilidade acima do normal para comunicar e promover suas idéias por meio da influência que exercem sobre outras pessoas. São basicamente governadas por vibrações simpáticas e transmitem seus sentimentos e emoções no mais alto grau.

Elas têm uma habilidade toda especial para perceber as coisas que virão a ser importantes e podem fazer uma avaliação acurada dos potenciais futuros. Estimulando e utilizando os talentos e recursos dos outros, colocam as coisas na órbita que desejam. Todavia, sabem ser moderadas em sua persistência e jamais deixam que os outros sintam que estão sendo influenciadas. Dessa maneira, à semelhança ao seu elemento, serão capazes de desgastar as mais duras rochas de oposição com seus esforços silenciosos, porém, constantes. Por preferirem infiltrar-se, e não dominar, tais pessoas sempre sabem como, quando e quem abordar ao tratar de um determinado assunto. Possuem um talento peculiar para fazer com que as pessoas desejem o que elas próprias desejam, conquistando desse modo seus objetivos de forma segura, porém indireta. Gostam de estimular, e não de empurrar os outros para a ação.

Por causa de sua flexibilidade e percepção, elas são fluidas como o seu elemento. Em condições desfavoráveis, tais pessoas tendem a ser demasiadamente conciliatórias, e tomarão o caminho mais fácil à sua frente. Nos piores momentos serão inconstantes e passivas e se encostarão muito nos outros, em busca de apoio. Dessa maneira, sabotam suas capacidades fundamentais, com as quais poderiam conquistar seus objetivos.

Para ter sucesso e transformar seus planos em realidade, devem ser mais afirmativas e usar seu imenso poder de persuasão. Suas intuições servirão de guia para os que forem suficientemente espertos para segui-las.